quarta-feira, 18 de julho de 2007

Afinal, quem sou?

Bem,

Desta vez, não pedirei desculpas à quem se interessa pela minha história, pelo simples fato de que estive fora por uma nobre causa. Já falei aqui, que meu tio Hessman é um Crias de Fenris, e que, achávamos que eu também era. Mas, no incrível lugar que fui com o meu tio, eu descobri uma coisa. Aliás, muitas coisas. A primeira e a que eu considero a mais importante eu vou contar para vocês. É uma coisa que eu nunca vou esquecer, e tenho certeza de que, quem já ouviu falar de tribos lupinas vai se impressionar...
...Acredito, que, muitos de vocês conhecem as editoras White Wolf e Devir. Bem, não sei como mais esses caras conseguiram, de alguma forma, informações confidenciais sobre nós, os lupinos. E, como toda editora que se preze faria, eles publicaram muitas dessas coisas em forma de jogo(RPG).
Eles tem muitas informações, mas, é claro que muitas dessas informações são mentirosas. Uma dessas é a tal da lista de tribos existentes. Existem muito mais do que eles dizem. E eu sou o patriarca de uma delas, ou pelo menos pretendo ser. Se vocês não estão entendendo nada aí vai:

Eu e meu tio descobrimos, ao tentar fazer algumas coisas que me afirmariam como um Crias de Fenris, não tivemos êxito. Mas, eu contiuava sendo um lupino, e meu tio de alguma forma, sabia que eu não era um "renegado"(lobisomem que não faz parte de nenhuma tribo). Depois dos testes meu tio tomou o seu jeito turrão, e começou a falar mal de mim(a culpa não é dele(ele é assim mesmo). Mas eu fiquei com muita raiva, muita mesmo, mas pelo fato dele ser meu guia no lugar que eu estava, eu não falei nada(nos primeiros dias). No dia em que eu vim embora aconteceu uma coisa que mudou os olhos de tio Hessman com relação a mim: eu quase o matei, e ele achou isso muito bom, pelo menos, dizia ele, você é forte o bastante.
Foi assim: no dia em que eu ia me despedir do lugar de treinamento, meu tio começou com a baboseira de que eu era um renegado, alguem menor que os outros no mundo dos homens-lobos.
Uma raiva inebriante tomou conta de mim. Naquele momento eu sentia tanta raiva que chegava a desejar que meu tio perdesse sua alegria, felicidade, o que de fato aconteceu. Ele caiu no chão como uma pedra, e eu fui embora com vergonha. Depois soube que ele estava bem...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Visita

Durante a semana, nada que eu pudesse contar como uma verdadeira novidade aconteceu. Tirando o dia de ontem. Talvez o mais incrível de toda a minha vida até agora. Minha mãe mandou que eu faltasse a aula ontem, disse que teríamos visitas ilustres e que era importante a minha presença. Fiz o que ela mandou de bom grado.
Fiquei imaginando quem seria a visita tão esperada. Até que descobri: na hora do almoço, eles chegaram. Minha mãe havia feito muita, mais muita carne. E meu pai estava com uma expressão cheia de alegria e vigor nos olhos. Quando tio Hessman entrou pela porta da casa eu quase pirei, o cara era o mais legal de todos na minha família. Mas ele não estava sozinho, mais cinco homens estavam com ele. Se apresentaram com nomes estranhos, que eu realmente não prestei atenção. Mas os caras eram muito peculiares, do jeito que meu tio era. Oraram à Gaia achei extranho, mais senti, durante a veemente oração, que uma presença divina estava ali. Depois oraram também à Fenris e depois comemos, sem falar. Logo após comer, meu tio virou-se para mim e disse com toda a sua rudez:
-Garoto, você ve conosco! Faça as suas malas! Se é que presisa delas.
Eu respondi:
-Vamos para onde tio? Algum lugar em especial?
-Muito especial. Totalmente. Vamos te treinar, te tranformar em um verdadeiro Crias de Fenrir.
-Uau-eu bradei- Muito bom!
-Então quer dizer que já sabe sobre os Crias?
-Uns amigos me contaram. Então vamos ao que interessa, me levem logo. Não presiso de nenhuma mala. Vamos!
-É claro.
Meus pais ficaram abismados. Achavam que eu nem sabia que era lupino. Mais agora, eu estava me despedindo deles. Indo para um lugar que eu não conhecia, mais já adorava.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O Encontro no bosque

Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas às pessoas que estão interessadas em minha história. Pelo fato de ter ficado um certo tempo sem postar. Nos últimos dias, nada de interessante aconteceu(exceto eu estar roubando carne do açouque da cidade). Portanto contarei aqui o encontro que tive com Macaai e Langdon, no bosque de minha cidade.
Eu já estava à muito tempo vagando, com o corpo disforme, tentava forçar uma transformação mais bonita, do jeito que eu via nos filmes. Mas não conseguia. Meu único refúgio era o bosque, e pra lá fui eu. Lá encontrei dois garotos, em volta de uma fogueira, assando carne fresca. De trás de uma árvore eu observava o que eles faziam. Um deles estava de costas para mim, e foi esse que se levantou, ficou parado de pernas abertas olhando para um lado e para outro tentando captar alguma coisa, parecia estar farejando. Me escondi inteiramente atrás da árvore, me encolhendo todo. Quando eu menos esperava o maldito me deu um susto, revelando seu rosto por trás do tronco. Minha única reação foi socar-lhe, mais ele me imobilizou. Aquele garoto era Langdon, o cara mais popular da escola, que namorava a garota mais bonita. Estava em cima de mim. Ele olhou no meu olho e deu um sorriso cheio de significados, naquela hora eu achei que era o meu fim, o outro parou do nosso lado, era Macaai, o melhor amigo de Langdon. Langdon era loiro, 180m de altura e bem forte, assim como eu, que apesar de ser moreno e mais novo, tenho o mesmo corpo que ele. Macaai, por sua vez, era também moreno com cabelos negros e curtos.
Apesar do espanto nos seus olhos, eles me chamaram para comer com eles. Eu não podia meus nervos estavam de mais. Mas Macaai me segurou. Langdon disse algo como: "É a inisciação". E ficamos assim a noite toda.
Foi quando Langdon começou a me contar a minha própria história:
-Você- disse ele-é um lupino, um Crias de Fenrir. Mas não se espante, seus pais sabem perfeitamente o que se passa com você. Eles são "parentes", mas quem nasceu com o gene tranformado foi você. A sua tribo é uma tribo conhecida, e muito respeitada. Tem a fama da guerra, adoram sangue, mais ainda mais adoram Gaia.
Naquele momento algo foi se abrindo em minha mente. Como se já soubesse tudo sobre os Crias.
Macaai, continuou:
-Você, provavelmente, é o único desta cidade que faz parte de uma tribo. Logo logo estarão atrás de você. Eles sempre vem, você vai se juntar à eles e vai se tornar o lupino mais conhecido desta cidade desde seu avô.
-Veja só Macaai, que presas enormes ele tem! Vamos chamá-lo: O Grandes Presas.
-Bom nome Langdon, impõe respeito.

domingo, 6 de maio de 2007

A descoberta

O dia chegou, o dia em que eu faria a descoberta mais assustadora e arrebatadora de toda a minha insignificante vida. Em mais uma madrugada fria e distante, eu me encontrava sozinho em meu quarto. Minha mente, tentava se lembrar de alguma coisa inconscientemente e por isso, de certa forma, eu fiquei acordado durante toda aquela noite. Foi ontem. Até que uma coisa, em particular, começou o processo gradativo em que minhas lembranças começaram a se alinhar. A coisa? A Lua. Linda e simbilante, me esperava lá fora, se instalara parcialmente atrás de uma mangueira em meu quintal. Como um baque, comecei a lembrar da noite anterior, da transformação, da dor. Tudo se abria na minha frente, como se eu já tivesse feito aquilo várias e várias vezes. Mas o que mais me aterrorizava naquele momento era sem dúvida alguma ador.
Mas com ela -lembrei- vinham também, a extraordinária força, os sentidos aguçados e a incrível habilidade de me locomover rápida e objetivamente. Nunca a havia tentado usar, mais sabia que a tinha de certa forma.
De repente comecei a lembrar de outra coisa daquela outra noite: o encontro com os meus mais novos, "amigos": Marcaai e Langdon, foi assim que se apresentaram.

sábado, 5 de maio de 2007

O Primeiro Dia

No dia seguinte à minha primeira transformação, eu não lembrava de absolutamente nada que se passara, e muito menos por que eu acordara com tanta fome. Minha mãe, foi me chamar pra que eu levantasse, tomei o café da manhã. Mas a porção que, normalmente, me deixava satisfeito, não for suficiente. Mas não comentei nada com minha mãe, ela acharia estranho!
Este foi o dia mais incrível da minha vida, me sentia como um pombo, como se pudesse voar de certa forma. Sentia-me leve a cada passo que dava. Sentia a força sobrenatural de minha nova raça correr pelo meu corpo. Neste inverno de matar, era incapaz de sentir frio. Mais eu ainda não sabia de onde vinha aquele vigor, aquela força, nem a fome que citara anteriormente.
Me arrumei, e às sete e meia, como de costume, já estava pronto para ir à escola. Não sentia frio, mais minha mãe, de qualquer forma, quase me obrigara a usar um casaco enquanto me perguntava à que horas eu ia chegar. Eu respondi que talvez umas três horas, me despedi e fui para o colégio, pelo mesmo caminho de sempre. Foi quado comecei a perceber uma coisa que até então não conseguia perceber direito: algumas das pessoas que eu via, por acaso, na rua, tinham um cheiro animalesco, um cheiro como o de cachorro, mais que a mim, me parecia muito agradavel. Quase fui atropelado ao fazer a descoberta, mas meus reflexos foram muito rápidos pars isso. No colégio, nada passava de mim, parecia ter acordado para o mundo: meus ouidos ouviam tudo, meus olhos voavam por entre as frestas das fechaduras e eu tato era literalmente uma segunda visão. Passei o meu primeiro dia de lycan, fazendo descobertas incríveis, apesar de a mais importante, estar guardada para o próximo dia...

Introdução


Olá, eu descobri à pouquíssimo tempo, que sou um lobisomem. Mais precisamente ha três dias atrás, eu me transformei pela primeira vez. Precisava compartilhar com vocês a minha angústia, apreensão , desconforto, enfim. .. É impossível descrever neste momento o que eu estou sentindo. Meu nome é Felipe e tenho 16 anos de idade, moro em Levins, mais foi de Grandes Presas que me chamaram na minha, digamos, iniciação.
Bem, quem se sentir constrangido em ler o que eu postar, por favor não me condenem pois certas vezes perco o controle sobre mim mesmo. Isto já acontecia antes da minha primeira vez como lobisomem. Desde pequeno tenho o temperamento explosivo e repulsivo ao extremo, meus pais chegaram a me levar em psicólogos e esse tipo de especialistas, mas ninguém podia me segurar. Mais, ao contrário do que podem pensar, a minha vida sempre fora normal, até alguns dias atrás. Não fui infectado por nenhum animal raivoso, nem muito menos por lobos(aqui não existem(que eu saiba), e a causa de minha transformação é tão desconhecida pra mim quanto pra vocês.
Hà exatamente três dias eu acordava, na calada madrugada de minha casa, sentia frio e um terror terrível dentro de mim, mas não conseguia lembrar de nada, nem queria. Levantei-me e fui de encontro à sala, destranquei a porta e saí, estava totalmente mergulhado num no meu iterior, como se algo fosse sair de dentro de mim. E de fato saiu.
Foi quando eu coloquei o primeiro pé para fode de casa que começou o processo mais doloroso de miha vida, parecia ter cãimbra em todos os musculos do corpo, tudo girava em volta. Miha respiração começou a ficar pesada e coisas me rasgavam o interior dos dedos. Foi hà três dias, numa noite fria que fui ao bosque da cidade e conheci Marcaai e Langdon...